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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

É Braga, É Augusta

Velha Braga Velho afeto!
Braga cidade barroca
(Um nome sempre dileto
Que o meu êxtase provoca),
Quisera voltar a ti.
Braga do mais puro enlevo,
Braga que nos olhos levo
Toda a beleza que vi.
Braga que minh’alma aquece
Lembranças perenes, gratas,
Que a memória nunca esquece.
A todos, Braga, tu tratas
Com supina cortesia.
Eis entre dons e valores
Uma outra primazia.
Nobre Braga, és velha, sim,
Mas prenhe de luz e cores.
E essa tua vetustez
Fica-te bem, porque, enfim,
Vens dos tempos em que Roma
Tinha aqui fincado os pés.
Mas quem desce a Liberdade
Respira e sente o aroma
De uma moderna cidade,
De um povo bem português.
Se és velha porque tens a Sé,
Tens o Axa e eis que és nova.
Quanta coisa mais comprova
Que a vetustez se renova
Nesta Bracara da Fé.
Se tens igrejas antigas,
Ruas estreitas, velhinhas,
Não te falta gente amiga
(Tesouro que Braga preza)
Que em cada olhar se adivinha
E que a Braga dá mais beleza.
História, tradição e arte
São jóias que fazem parte
Desta urbe arcebispal.
Cidade dos Três Sacro-Montes,
Deles abrem-se horizontes
E cenários sem igual.
Que dos céus a bênção traga
O Senhor do Bom Jesus
Para a linda e airosa Braga
Jorros de Fé e de Luz,
Intentos de vida justa,
Ideais nobres por lema
– Que seja este o emblema
De uma Braga mais venusta,
Da nova Bracara Augusta!

Aldo Nora*
(Inédito. Florianápolis – Brasil)
*Aldo Nora é o pseudónimo literário do poeta e
professor universitário brasileiro (ap.)
Alfredo Nogueira Ferreira – aldonora@terra.com.br
(Artigo publicado no Caderno de Cultura do Diário do Minho - 04/12/2013)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Braga terá The Color Run Sunset

  Braga acaba de ser anunciada como mais uma cidade do Norte do País a receber o The Color Run, no dia 15 de Junho. No calendário nacional, a “capital do Minho” será, assim, a terceira cidade a receber “os cinco quilómetros mais felizes do planeta”, depois de Matosinhos e Coimbra e antes de Lisboa.
   Desde as primeiras vezes que se falou da chegada do The Color Run™ a Portugal que a cidade de Braga era apontada como um dos possíveis palcos para o evento. Se era, desde cedo, uma vontade da organização ali chegar, o entusiasmo de milhares de bracarenses perante o evento e a parceria agora firmada com a Fundação Bracara Augusta (organizadora da Braga 2012 Capital Europeia da Juventude) e a Câmara Municipal acabaram por permitir a concretização.
 
  Uma das particularidades é que, a 15 de Junho, Braga receberá o The Color Run™ Sunset, uma edição com partida marcada para as 18 horas e que terá um dos seus pontos altos já ao início da noite, na festa final, que decorrerá na alameda do estádio municipal. A organização tem grandes expetativas para esta cidade, e as inscrições estão desde já abertas.
Fonte: www.sportlife.com.pt

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Abrir as portas de Braga para o mundo




Apesar de ser a terceira maior cidade do país e ter tantas peculiaridades, Braga afirma-se discretamente diante dos olhos do mundo. Em 2012 foi a Capital Europeia da Juventude e apesar de todos os esforços, não deixou um “eco” capaz de atrair investidores, investigadores, nem mesmo turistas de permanência prolongada.
Mas, se por um lado a inércia e falta de criatividade mantém cruzados os braços de quem possui as ferramentas para promover a cidade, uma força cresce dia após dia para contrariar este cenário, cuja origem provém de cidadãos comuns, de todas as idades e com os mais diversos talentos, unidos pela preservação do património cultural e o resgate de uma história que não pode ser esquecida; valores que incidem diretamente sobre qualquer cidade europeia. Os encontros tornam-se cada vez mais frequentes e o número de participantes é cada vez maior. Os debates não se restringem às redes sociais, dão-se nas ruas, praças, diante de monumentos centenários que eram desconhecidos para a maioria dos cidadãos, e por isso também, alguns deles em total estado de degradação; todos demonstram uma imensa vontade de aprender e partilhar. O voluntariado de jovens estudantes, professores, profissionais das mais diversas áreas e também homens e mulheres com muitos anos de experiência e uma revigorante força de vontade tem formado um movimento salutar do mais puro exercício de cidadania.
 Diante deste facto cujo mérito é devido, não podemos negligenciar as pequenas críticas que, porventura, possam contribuir para que o esforço de todos os cidadãos envolvidos não seja em vão. Uma delas, chama-nos à atenção ao facto de que todos devemos ter consciência de que a política faz parte da sociedade, mas não deve dividir os cidadãos quando o objetivo é comum. Portanto, apesar das boas intenções de todos os envolvidos, é possível constatar que o movimento em prol da cultura e da divulgação da cidade só não é maior por causa de diferenças dos mais diversos foros ideológicos e influências políticas; obviamente, existem exceções. Outro facto pertinente, não muito diferente do primeiro, pois também pode potenciar distinções, trata-se do discurso nesses encontros que, muitas vezes, é compreensivelmente alimentado pelo orgulho de quem valoriza as suas origens, incorrendo ao erro de pronunciar-se de forma circunscrita, porque afinal, Braga não deve ser revelada e valorizada apenas para quem nela nasceu, mas para todos que nela habitam e para todos que estão de passagem e possam contribuir para que venha a ser uma cidade melhor e conhecida em todo o mundo. Nestes termos, é preciso perceber que o “bairrismo” talvez não seja o termo mais adequado para a divulgação de um património que merece ser elevado a um nível de divulgação de uma cidade bimilenar, carente de expor as suas características únicas e preciosas para o mundo e reter os benefícios que daí venham. 
No passado dia 16, a Braga+ em conjunto com a associação JovemCoop, promoveram o Percurso Barroco para dar a conhecer a mais de uma centena de pessoas, várias obras de André Soares, um grande artista/arquiteto bracarense que viveu no séc. XVIII. E, como muito bem lembrou o Mestre Rui Ferreira, que nobremente guiou e explicou as obras, o artista permaneceu no anonimato até que o investigador norte-americano Robert Smith divulgasse o artista; prova inequívoca de que eventualmente os contributos vêm de fora. 

Que Braga possa ser uma cidade para todos e onde todos se sintam bracarenses, mesmo que nela permaneçam apenas por um dia. Parabéns às pessoas que reconhecem o valor desta cidade e se esforçam para projetar ao mundo a sua importância!

Renato Córdoba 
cordoba.rb@gmail.com

Foto: Arco da Porta Nova, Braga

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Livro «Paralelos da Consciência» apresentado em Braga



O livro «Paralelos da Consciência», da autoria de Renato Córdoba, com a chancela da Editora Chiado, foi apresentado ao público no passado dia 21 de Dezembro, na livraria Centésima Página, em Braga. 
Trata-se de um livro de crónicas, onde o autor faz uma análise da sociedade contemporânea e os seus paradigmas, expondo de forma incisiva e irreverente, o seu ponto de vista sobre os condicionalismos implícitos nos sistemas que considera retardadores da criatividade humana e inibidores do entendimento entre os povos.

A diversidade das crónicas inseridas nesta obra revela situações facilmente reconhecíveis no dia-a-dia mais comum, mas poderá, também, remeter o leitor às questões mais profundas sobre a sua própria existência.

A obra encerra com algumas das memórias do seu país natal (Brasil), o que proporciona ao leitor um agradável vislumbre das peculiaridades da região onde o autor viveu grande parte da sua juventude: o Pantanal Sul-mato-grossense.


O autor, nasceu em Maio de 1979 em Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, onde trabalhou sempre como designer gráfico. Imigrou para Portugal em 2002, onde apaixonou-se pela escrita e publicou as suas primeiras crónicas – algumas delas inserida nesta obra – na edição independente intitulada “Universo Paralelo”; desde então colabora ocasionalmente com um jornal semanário de Macau e jornais diários de Braga, cidade onde está radicado. A sua crónica «O Cheiro das Memórias» sintetiza o início desse percurso e revela-nos de uma forma singular a sua origem.